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CNN estreia reality “Vivendo Como Você” em programa de Evaristo Costa



“CNN - Séries Originais” exibe o 1º episódio do reality que mostra a mudança de vida de dois estranhos; os bastidores da guerra por um pedaço de terra em “Brasil: Terra de quem?”; e o desfecho da série “Além das quatro linhas”, sobre a corrupção nas categorias de base do futebol

São Paulo, 30 de julho de 2020 – No próximo domingo, dia 02/08, às 19h, o programa “CNN - Séries Originais”, comandado por Evaristo Costa, estreia o reality “Vivendo Como Você”, que mostra dois estranhos mudando de vida por uma semana e embarcando para um país completamente diferente do seu para vivenciar algo jamais realizado antes.

O episódio de estreia revela a rotina de John, que tem uma empresa de consultoria, é o chefe do Corpo de Bombeiros de Essex, na Inglaterra, e trabalha quase 90 horas por semana - se sentindo extremamente preso nesse estilo de vida; e de George, um fazendeiro do Malawi, no sul da África, que por anos sustentou sua família dessa forma - mas está preocupado com o futuro.

Durante a experiência, ambos vão encarar um mundo completamente oposto ao seus e nisso vão refletir sobre as escolhas que fizeram para garantir o futuro de suas famílias. Cada um do seu jeito, eles tiram o máximo de proveito dessa experiência. John passa a entender que perdeu muito tempo se afastando de quem ama por conta do trabalho e decide que quer voltar às origens da sua família e ter uma fazenda no interior. Já George aproveita a aventura e traça como objetivo aprender o máximo possível para melhorar sua condição de vida quando voltar para casa, ele descobre novas ideias que vão não apenas ajudar financeiramente, mas também, manter seu filho primogênito mais próximo dos negócios da família.

E mais: no segundo episódio da série “Brasil: Terra de quem?”, o “CNN - Séries Originais” conta a disputa por terra entre quilombolas, grileiros, madeireiros e fazendeiros. A equipe do programa faz uma expedição até o interior do Maranhão para mostrar a guerra por um pedaço de terra e exibe, com exclusividade, a primeira entrevista concedida pela quilombola Valdirene Chagas da Cruz, vítima de um atentado e ameaçada de morte, que atualmente integra o Programa de Proteção à Testemunha do Estado. “O rapaz chegou na minha casa e disparou dois tiros de garruncha. Perfurou meu portão e me atingiu. Cortou a minha perna e estourou uma veia da minha mão”, revela.


Ela enfrenta um conflito fundiário violento desde que decidiu lutar pela titulação do quilombo. Ou seja, o título de posse da terra. “Hoje a gente conseguiu o título e com o título a gente tem as políticas públicas. Mas mesmo com esse título, o rapaz ainda está lá dizendo que vai recuperar e vai voltar. E quem estiver lá vai sair todo mundo”, conta Valdirene. O rapaz, a quem ela se refere, é Nilton, que se defende. “Eu quero provar que eu não estou com documento falso. Eu quero provar a minha dignidade, que essa daí ninguém abaixa. Essa daí ninguém abaixa mesmo, só Deus”, rebate. Os quilombolas acusam Nilton de ser um grileiro. O termo grilagem vem de uma prática antiga de envelhecer documentos para conseguir a posse de uma terra. Os papéis falsificados eram colocados em uma caixa com grilos. Com o passar do tempo, os excrementos dos insetos davam aos documentos uma aparência envelhecida.

O episódio da série revela ainda, com exclusividade, de acordo com o levantamento feito pelas jornalistas do “CNN Séries Originais” - baseado na análise dos relatórios da Comissão Pastoral da Terra - o Maranhão é o segundo estado do Brasil que mais registrou mortes de quilombolas na última década. A pesquisa leva em conta apenas a disputa por terras em área rural.

O programa revela como é feito o passo a passo para a regularização de áreas quilombolas, e o motivo de tanta disputa por esses terrenos. Hoje, o Brasil tem mais de duas mil e oitocentas comunidades quilombolas certificadas.

Em uma expedição pela terra quilombola, a equipe do canal flagra o rastro da ação de madeireiros na região: árvores derrubadas em plena Amazônia.

No quarto e último episódio da série “Além das quatro linhas: sonhos roubados”, o “CNN Séries Originais” mostra como o mau exemplo dos cartolas pode afetar diretamente o sonho de milhares de crianças e adolescentes.

Depois de revelar em três episódios como a corrupção de peixes graúdos pode afetar o esporte, a atração da CNN investiga a corrupção nas categorias de base. Para conseguir ser um jogador de futebol, é preciso enfrentar um caminho repleto de golpistas e aproveitadores. O “CNN Séries Originais” revela a batalha de meninos que almejam viver da bola.

O mundo badalado e milionário dos jogadores que vivem na Europa encanta e atrai jovens de todas as classes sociais dos quatro cantos do país: “Poder ter uma vida tranquila, ganhar dinheiro fazendo o que eu gosto, jogando futebol,” diz um dos garotos entrevistados. Mas fica um alerta: “De cada 3 mil jovens que tentam a vida, tentam chegar no futebol, apenas um vinga como jogador de futebol. Então, esse filtro, ele é muito difícil”, diz Paulo Calçade, comentarista esportivo.

A realidade é bem diferente do que se imagina: 80% dos jogadores profissionais em atividade no Brasil ganham até um salário mínimo por mês. 15% recebem até dez mil reais. E apenas 3% ganham mais do que isso.

Nossa reportagem aborda o caso de jovens que foram enganados por falsos empresários e conta ainda a história de Jorge Preá, ex-campeão pelo Palmeiras, que também levou um golpe.

O documentário também mostra a tragédia no Ninho do Urubu, que trouxe à tona o descaso com que as categorias amadoras são tratadas no País. Há cerca de um ano e meio, um incêndio tirou a vida de 10 atletas da categoria de base do Flamengo. A equipe da CNN conversou com os pais de Christian Esmério, de 15 anos, jovem goleiro que teve o sonho interrompido na madrugada do dia 8 de fevereiro de 2019. “Não tem mais sonho. Vou sonhar o que sem meu filho?”, diz o pai de Christian. O adolescente defendia o clube desde os 12 anos e chegou a passar pela seleção brasileira SUB-15. Ele passava a maior parte da semana no Ninho do Urubu. Os atletas da base ficavam em contêineres instalados em um estacionamento, local que não tinha alvará para funcionar como alojamento. Até o dia do incêndio, o Flamengo já tinha sido multado 30 vezes pela prefeitura do Rio de Janeiro. Um ano e meio depois do incêndio, três famílias e o pai de um dos atletas fizeram um acordo com o Flamengo. Os detalhes da negociação não foram revelados. Já o clube informou que paga uma ajuda de custo de dez mil reais para cada família das vítimas.

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